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GUIA PARA HACKING (essencialmente) INOFENSIVO
Série para Principiantes #5
O hacking informático. Onde começou e como cresceu?
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Se queres saber como é que era nos tempos passados,
dez, vinte, trinta anos atrás, que tal deixares uma senhora
velha dizer-te como era?
Por onde começamos? Há dezassete anos atrás
na Convenção Mundial de Ficção Científica
em Boston, Massachussets? Nessa altura as convenções
mundiais eram a coisa mais parecida que tinhamos com as convenções
hacker.
Imagina 1980. Ted Nelson está por aí com os
seus gajos Xanadu. Roger Gregory, H. Keith Henson (agora a lutar
contra os cientologistas) e K. Eric Drexler, que mais tarde construirá
o Instituto Foresight. Sonham em criar o que se tornará
a World Wide Web. Hoje em dia, os tipos em convenções
hacker podem-se vestir como vampiros. Em 1980 usavam bonés
pretos de baseball idênticos com asas prateadas e o slogan:
"Xanadu: Asas da Mente". Outros na Convenção
Mundial são um pouco mais underground: consomem droga,
vendem massagens, aplicam caixas azuis às linhas telefónicas.
O pessoal do hotel teve de fechar a piscina para parar as orgias
sexuais.
Ó, mas isto nem sequer é o amanhecer do hacking.
Vamos ver a area de Boston há ainda mais dezassete anos
atrás, o início dos anos 60. Os estudantes do MIT
estão a lutar pelo controlo dos computadores mainframe
da Universidade. Usam programas em linguagem máquina que
tentam apagar todos os outros e ganhar controlo sobre a unidade
de processamento central. Nessa altura não haviam computadores
pessoais.
Em 1965, Ted Nelson, que mais tarde se tornaria lider do grupo
dos cabeças de asas prateadas Xanadu na Convenção
Mundial de 1980, inventa a palavra "Hipertexto" para
descrever o que se tornaria na World Wide Web. Nelson espalha
o evangelho, mais tarde, no seu livro Literacy Online. A contracapa
mostra uma figura tipo super-homem a voar e o slogan "Tu
podes e deves aprender a usar computadores agora".
Mas em 1965 o computador é muito temido como uma fonte
de poder Orwelliano. Sim, como na novela agoirenta de George
Orwell, "1984", que predizia um futuro em que a tecnologia
esmagaria toda a liberdade humana. Poucos estarão a ouvir
Nelson. Poucos vêm a anarquia de livre-espírito
que a cultura hacker já está a libertar. Mas a
filha do guru de LSD, Timothy Leary, a Susan, começa a
estudar programação informática.
Por volta de 1966, Robert Morris Senior, o futuro cientista
chefe da NSA, decide mutar estas primeiras guerras hacker no
primeiro ambiente seguro de hacking. Ele e os dois amigos que
o programam chamam o seu jogo "Darwin". Mais tarde
"Darwin" tornar-se-ia "Core War", um jogo
de computador de forma livre ainda hoje jogado pelos melhores
uberhackers.
Vamos saltar para 1968 e o cheiro de gás lacrimogéneo.
Uau, olha para aquelas pedras a voar através das janelas
do edifício de informática da Universidade de
Illinois, em Urbana-Champaign! Lá fora estão os
manifestantes anti-guerra dos anos 60. O inimigo deles, acreditam,
são os computadores do campus financiados pela ARPA. Lá
dentro estão nerds viciados em cafeína e óxido
de nitrogénio. Sob a direcção do jovem
Roger Johnson, eles interligam quatro CDC 6400 e ligam-nos a
1024 terminais estúpidos de gráficos vectoriais.
Isto torna-se a primeira realização do ciberespaço:
Plato.
1969 acaba por ser o ano mais cheio de prodígios de
sempre para o hacking.
Nesse ano a Agência de Projectos de Investigação
Avançada do Departamento de Defesa financia um segundo
projecto para conectar quatro mainframes para que os investigadores
possam partilhar os seus recursos. Este sistema não melhora
os gráficos vectoriais do sistema Plato. Os seus terminais
só mostram carácteres ASCII: letras e números.
Chato, não é?
Mas esta ARPAnet (ARPA: Advanced Research Projects Agency)
é eminentemente possível de hackar. Dentro de
um ano, os seus utilizadores inventam uma nova forma de transferir
ficheiros de texto de um lado para o outro. Chamam à sua
invenção não autorizada e não planeada
"email". A ARPAnet desenvolveu uma vida independente
dos seus criadores. É uma história que mais tarde
se repetirá de várias maneiras. Ninguém
pode controlar o ciberespaço. Nem sequer o conseguem controlar
quando é composto apenas por quatro computadores.
Também em 1969 John Goltz junta-se a um homem com dinheiro
para fundar a Compuserve usando a nova tecnologia de "packet
switching" que está a ser utilizada pela primeira
vez na ARPAnet. Também em 1969 vemos um nascimento notável
nos Laboratórios Bell quando Ken Thompson inventa um novo
sistema operativo: o Unix. Tornar-se-á o padrão
de ouro do hacking e da Internet, o sistema operativo com o poder
para formar milagres da magia informática.
Em 1971, Abbie Hoffman e os Yippies fundaram a primeira revista
hacker/phreaker, YIPL/TAP (Youth International Party -- Technical
Assistance Program). A YIPL/TAP essencialmente inventa o phreaking
- o desporto de brincar com os sistemas telefónicos de
maneiras que os seus donos nunca intencionaram. São motivados
pelo monopólio da Bell Telephone com os seus altos preços
das chamadas de longa distância, e uma taxa pesada que
Hoffman e muitos outros recusam pagar como forma de protesto
contra a Guerra do Vietname. Que melhor maneira de não
pagar taxas de telefone do que nem sequer pagar contas de telefone?
As caixas azuis entram em cena. Os seus osciladores automatizam
os sons sibilantes que já tinham permitido pessoas como
o Captain Crunch (John Draper) tornarem-se os capitães
piratas do megamonopólio Bell Telephone. De repente, os
phreakers são capazes de ganhar dinheiro com o seu passatempo.
Hans e Gribble vendem caixas azuis no campus de Stanford.
Em Junho de 1972, a revista radical de esquerda Ramparts,
no artigo "Regular a Companhia de Telefone na tua casa"
publica o esquema de uma variante da caixa azul conhecida como
caixa muda. Este artigo viola a secção 502.7 do
Código Penal do Estado da Califórnia, que torna
ilegal a venda de "planos ou instruções para
qualquer instrumento, aparelho ou dispositivo destinados a evitar
as taxas de telefone". A polícia da Califórnia,
auxiliada por oficiais da Pacific Bell, apreendem cópias
da revista nas lojas e nos escritórios da revista. O stress
financeiro leva à bancarrota.
Enquanto a Guerra do Vietname esmorece, os primeiros programas
de simulação de vôo na história são
desenvolvidos na rede Plato. Gráficos computorizados,
nunca antes vistos, são mostrados por terminais de gráficos
vectoriais sensíveis ao toque. Ciberpilotos de todos os
EUA escolhem as suas naves: Phantoms, MIGs, F-104s, X-15s, Sopwith
Camels. Pilotos virtuais voam para fora de aeroportos digitais
e tentam abater-se uns aos outros e bombardear os aeroportos
uns dos outros. Enquanto piloto um Phantom, vejo uma mensagem
no fundo do ecrã. "Estou prestes a abater-te".
Ó não, um MIG na minha cauda. Mergulho e viro na
esperança de ver o meu atormentador na minha mira. O ecrã
fica preto! O meu terminal mostra a mensagem "Atingiste
37 Gs. Agora pareces-te mais com uma pizza do que com um ser
humano enquanto flutuas lentamente para a Terra".
Um dia, a Nave Estelar Enterprise aparece no mesmo simulador,
abate todos e desaparece de novo para o ciberespaço. O
Plato foi hackado! Até em 1973, os jogadores de jogos
multi-utilizadores tinham de se preocupar com serem "smurfados".
(Quando um hacker entra num jogo multi-utilizador na Internet
e mata jogadores com técnicas que não são
regras do jogo, isto é chamado smurfing.)
1975. Ó ano abençoado! Sob um contracto da Força
Aérea, na cidade de Albuquerque, no Novo México,
o Altair nasce. O primeiro microcomputador. Bill Gates escreve
o sistema operativo. Depois a mãe do Bill persuade-o a
mover-se para Redmond, Califórnia, onde tem alguns homens
com dinheiro que querem ver o que é este negócio
dos sistemas operativos.
Lembras-te do Hans e Gribble? Juntam-se ao Home Brew Computer
Club e escolhem microprocessadores Motorola para construirem
os seus próprios computadores. Começam a vender
computadores, a que dão o nome de marca Apple, sob os
seus nomes verdadeiros, Steve Wozniack e Steve Jobs. Uma religião
informática nasce.
A grande batalha Apple/Microsoft fica enlaçada. Os
hackers americanos, de repente, têm caixas que batem aos
pontos os terminais Tektronix.
Em 1978, Ward Christenson e Randy Suess criam a primeira BBS
sobre computadores pessoais. Em breve, ligados por nada mais
do que a rede telefónica de longa distância e estes
nodos de BBS, os hackers criam um ciberespaço novo e privado.
O phreaking torna-se mais importante do que nunca para se conectarem
a BBSs distantes.
Tembém em 1978, as redes de computadores de The Source
e da Compuserve ambas começam a servir utilizadores individuais.
"Naked Lady" faz o que quer na Compuserve. O primeiro
cibercafé, Planet Earth, abre em Washington DC. As redes
X.25 dominam.
Depois acontece a grande mutação da ARPAnet
(que começou em) de 1980. Num salto gigante muda do Network
Control Protocol para o Transmission Control Protocol/Internet
Protocol (TCP/IP). Agora a ARPAnet já não está
limitada a 256 computadores - pode expandir-se a dezenas de milhões
de hosts! Assim, a Internet é concebida no ventre da ARPAnet
do Departamento de Defesa. A estrutura que um dia iria unir hackers
à volta do mundo estava agora, silenciosamente, a crescer.
O Plato esmorece, para sempre limitado a 1024 terminais.
O famoso autor de ficção científica Jerry
Pournelle descobre a ARPAnet. Em breve, os seus fãs estão
a inventar desculpas - ou qualquer coisa - para se ligarem à
ARPAnet. Os administradores da ARPAnet, surpreendentemente, concedem
contas facilmente, especialmente a pessoas do mundo académico.
A ARPAnet é muito dificil de usar, e não trasmitie
visuais de aviões em combate a atrapalhar. Mas ao contrário
do resplandecente Plato, a ARPAnet é realmente hackável
e agora tem o que precisa para crescer. Ao contrário da
rede de BBSs hackers, as pessoas não têm de escolher
entre chamadas de longa distância ou o phreaking para
fazer as suas conexões. É tudo local e é
tudo grátis.
Nesse mesmo ano, o gang "414" é invadido
pela polícia. O phreaking é mais prejudicial do
que nunca.
No início dos anos 80 os hackers adoram fazer partidas.
O João Colégio senta-se em frente do seu terminal
estúpido do DEC10 da Universidade e decide explorar a
rede do campus. Aqui tens o StarTrek! Aqui tens a Aventura! Zork!
Hmmm, o que é este programa chamado Sexo? Ele executa-o.
Uma mensagem aparece: "Aviso: brincar com o sexo é
prejudicial. De certeza que queres brincar? S/N" Quem consegue
resistir? Com aquele "S", o ecrã irrompe numa
exibição de caracteres ASCII, depois aparece a
mensagem: "A começar a apagar todos os ficheiros
nesta conta". O João está a chorar, a amaldiçoar,
a saltar para cima e para baixo. Ele digita o commando de listar
ficheiros..! Nada! Nickles! Zero! Ele corre para o administrador
de sistema. Entram de novo na sua conta mas os seus ficheiros
anda estão todos lá!! Uma partida.
Em 1983 os hackers são quase todos traquinas inofensivos,
pessoas que mantêm a distância de pessoas que quebram
a lei. O "Jargon File" do MIT define o hacker apenas
como " uma pessoa que gosta de aprender sobre sistemas informáticos
e como aumentar as suas capacidades; uma pessoa que programa
entusiaticamente e gosta de gastar uma grande quantidade de tempo
com computadores".
1983. O PC IBM entra em cena equipado com o sistema operativo
MS-DOS de Bill Gates. O império do sistema operativo CP/M
cai. Dentro dos próximos dois anos essencialmente todos
os sistemas operativos de microcomputadores excepto o DOS e aqueles
oferecidos pela Apple estarão mortos e milhares de fortunas
de Silicon Valley terão desaparecido. O Amiga aguenta-se
na corda bamba. Os preços caem a pique, e em breve todos
os hackers têm o seu próprio computador. Andar à
volta de laboratórios de universidades à noite
sai de moda.
Em 1984 Emmanuel Goldstein lança a 2600: The Hacker
Quarterly (A Trimestral Hacker) e o grupo Legion of Doom é
formado. O Congresso passa a Acta do Controlo Compreensivo do
Crime dando aos Serviços Secretos dos EUA jurisdição
sobre a fraude informática. Fred Cohen, na Universidade
Carnegie Mellon, escreve a sua tese de pós-graduação
sobre uma coisa nova, nunca antes ouvida, os vírus informáticos.
1984. Este seria o ano, pensavam milhões de pessoas,
em que o governo obteria alta tecnologia suficiente para se tornar
no Big Brother. Em vez disso, o autor de ficção
científica William Gibson, ao escrever "Neuromancer"
numa máquina de escrever manual, cunha o termo e pinta
o cenário do "ciberespaço". "Case
foi o melhor... que alguma vez correu na matriz informática
da Terra. Depois traiu as pessoas erradas..."
Em 1984, o primeiro BBS de engodo da polícia americana
aparece. Desde 1985, a Phrack tem fornecido à comunidade
hacker informação sobre sistemas operativos, tecnologias
de rede, e telefonia, bem como outros tópicos de interesse
ao underground informático internacional.
Os 80 são a era do "war dialer". Apesar da
ARPAnet e do protocolo X.25, a grande maioria dos computadores
apenas pode ser acedido se se descobrir as suas linhas telefónicas
individuais. Assim, um dos prémios mais valorizados pelo
hacker dos anos 80 é o número de telefone de um
qualquer computador misterioso.
Os computadores desta era podiam estar a correr dúzias
de sistemas operativos antigos e a usar muitos protocolos de
comunicação. A cena hacker opera baseada no princípio
mentor. A não ser que encontres alguém que te introduza
no círculo interno de um grupo hacker que acumulou documentos
recuperados de caixões do lixo ou roubados, estás
muito atrás da matilha. Kevin Poulson torna-se famoso
através de muitos roubos atrevidos à Pacific Bell.
Apesar destas barreiras, em 1988 já o hacking estava
em destaque. De acordo com uma lista de grupos hacker compilada
pelos editores da revista Phrack em 8 de Agosto de 1988, os EUA
albergam centenas deles.
Os Serviços Secretos gravam secretamente a convenção
Summer Con de 1988.
Em 1988, Robert Tappan Morris, filho do cientista chefe da
NASA, Robert Morris Senior, escreve um exploit que será
para sempre conhecido como Morris Worm. Usa uma combinação
de exploits de finger e sendmail para entrar num computador,
copiar-se a si próprio e depois mandar cópia atrás
de cópia para outros computadores. Morris, com pouca compreensão
do poder desta reprodução exponencial, liberta-o
na Internet. Em breve, computadores vulneráveis estão
cheios de worms e entopem os links de comunicação
enquanto enviam cópias dos worms para caçar outros
computadores. A jovem Internet, então apenas com alguns
milhares de computadores, crasha. Morris é preso, mas
safa-se com pena suspensa.
1990 é o próximo ano fundamental para a Internet,
tão significativo quanto 1980 e o lançamento do
TCP/IP. Inspirado pelo grupo Xanadu de Nelson, Tim Berners-Lee
do Laboratório Europeu de Partículas (CERN) concebe
uma nova maneira de implementar o hipertexto. Ele chama-a World
Wide Web. Em 1991 ele silenciosamente liberta-a no mundo. O ciberespaço
nunca mais será o mesmo. O Xanadu de Nelson, como o Plato,
como o CP/M, esmorece.
1990 também é um ano de numerosas buscas a hackers
e prisões sem precedents. Os Serviços Secretos
do EUA e a Polícia do Estado de Nova Iorque fazem incursões
a Phiber Optik, Acid Phreak, e Scorpion na Cidade de Nova Iorque,
e prendem Terminus, Prophet, Leftist e Urville.
A Chicago Task Force prende Knight Lightning e faz incursões
a Robert Izenberg, Mentor, e Erik Bloodaxe. Fazem buscas à
casa e ao escritório de Richard Andrews. Os Serviços
Secretos dos EUA e o Arizona Organized Crime and Racketeering
Bureau conduzem as buscas da Operação Sundevil
em Cincinnatti, Detroit, Los Angeles, Miami, Newark, Phoenix,
Pittsburgh, Richmond, Tucson, San Diego, San Jose, e San Francisco.
Um famoso raid irracional esse ano foi a invasão da Chicago
Task Force à Steve Jackson Games, Inc.
Junho de 1990. Mitch Kapor e John Perry Barlow reagem aos excessos
de todos estes raids e fundam a Electronic Frontier Foundation.
O seu objectivo inicial é proteger os hackers. Eles conseguem
fazer com que as agências da lei deixem em paz a comunidade
hacker.
Em 1993, Marc Andreesson e Eric Bina do NCSA (National Center
for Supercomputing Applications) lançam o Mosaic, o primeiro
browser WWW que consegue mostrar gráficos. Finalmente,
depois do esmorecimento do Plato de há vinte anos, temos
gráficos decentes! Desta vez, contudo, estes gráficos
estão aqui para ficar. Depressa a web se torna a maneira
número 1 que os hackers usam para melhorar e distribuir
o código para os seus exploits. Os BBSs, com os seus segredos
muito bem guardados, saem da cena.
Em 1993, a primeira Def Con invade Las Vegas. A era das convenções
hackers entra no auge com as séries Beyond Hope, HoHocon
e mais.
1996. Aleph One fica encarregue da lista de email Bugtraq
e transforma-a na primeira lista de segurança informática
de revelação total pública. Pela primeira
vez na história, falhas de segurança que podem
ser usadas para entrar em computadores estão a ser debatidas
abertamente e com os códigos de exploit completos. Os
arquivos Bugtraq são colocados na web.
Em Agosto de 1996 eu começo a enviar GUIAS PARA HACKING
(essencialmente) INOFENSIVOS por email. Estão cheios de
instruções simples feitos para ajudar principiantes
a compreenderem o hacking. Vários hackers voluntariam-se
para ajudarem a manter o que se torna no Happy Hacker Digest.
1996 também é o ano em que documentação
para routers, sistemas operativos, protocolo TCP/IP e muito,
muito mais começa a proliferar na web. A era de roubos
atrevidos de manuais técnicos esmorece.
No início de 1997 os leitores de Bugtraq começam
a desfazer o sistema operativo Windows NT em pedaços.
Uma nova lista de email, a NT Bugtraq, é lançada
apenas para lidar com o alto volume de falhas de segurança
NT descobertas pelos seus leitores. Os auto proclamados hackers
Mudge e Weld do The LophT, numa investigação de
grande esforço, escrevem e lançam um cracker de
passwords para o WinNT que faz tremer a Internet. Muitos na comunidade
da segurança informática já se aperceberam
que Mudge e Weld estão a fazer um grande serviço
aos donos de redes WinNT.
Graças à voluntariedade dos hackers para partilhar
o seu conhecimento na web, e a listas de email como bugtraq,
NT Bugtraq e Happy Hacker, os dias em que as pessoas tinham
de suplicar para serem introduzidas em grupos hacker para aprender
segredos do hacking estão agora a esmorecer.
Para onde vai o mundo hacker evoluir? A resposta para isso
está nas tuas mãos.
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Carolyn Meinel
M/B Research -- The Technology Brokers
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